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sábado, 2 de setembro de 2017

Tira-dúvidas: Qual é a diferença entre poema e poesia?

Olá, leitores!

Nesse momento muitos devem se questionar: Quer dizer, então, que poesia e poema não são a mesma coisa?


Eu não sei se é mais incrível ter pessoas que acham que poesia é a mesma coisa que poema, ou se é mais incrível ter pessoas que saibam que poesia é diferente de poema. Pois bem...


Os filósofos e os poetas costumam definir a poesia com frases como: “poesia é música que se faz com ideias”; “é uma viagem ao desconhecido”; “é a fala do ‘infalável’”; “é a emoção relembrada na tranquilidade”; “é a religião original da humanidade”; “é a linguagem em estado de pureza selvagem”; “é o impossível feito possível”; “é uma arte representativa”. Há quem diga também que a poesia é o mistério que as coisas têm.



Duas curiosidades podemos tirar disso: as tentativas de definir poesia não estão restritas somente com as palavras e o próprio sentido conotativo de poesia se auto emprega na sua tentativa de definição.

A poesia não está somente no poema, mas em lugares e coisas: uma paisagem ou o gesto de uma pessoa podem ser plenos de poesia. Ela move as pessoas, está acima do tempo, é um tipo de texto muito marcado pela musicalidade. O poema também é obra da poesia, mas obra de poesia que usa palavras como matéria-prima.

Partiremos, então, para explicação a partir da etimologia da palavra. Poesia é um termo originado do grego poiesis, que significa: “a atividade de produção artística”, “a atividade de criar ou de fazer”.

E o poema? Bom, como já dito anteriormente, é fazer poesia com as palavras. Desta forma podemos dizer que o poema é a obra artística em versos que, dependendo do tempo e do poeta, respeitará algumas regras de composição. 

Espero ter esclarecido o assunto para os que tinham essa dúvida,

Até mais!

sábado, 19 de novembro de 2016

Os próximos 30 minutos têm acento

Olá, leitores! 

Quem usa o Spotify gratuitamente sabe que entre uma música e outra começa um anúncio, ou de um patrocinador ou do próprio aplicativo.


Em um desses anúncios contém um erro de concordância verbal. Será que você consegue identificar esse erro? 


O erro consiste no fato de que como o termo "os próximos 30 minutos" está no plural, o verbo ter em questão deveria estar concordando com o número (plural) do termo "os próximos 30 minutos" assim sendo, a terceira pessoa do plural do verbo ter tem que ser marcada com acentuação. Logo: "Os próximos 30 minutos não têm propaganda graças ao seguinte anunciante."

Um erro considerado bobo por muitos, mas que atualmente, com as mudanças ortográficas, vai causar muita confusão.

Até mais!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Acidente ou Incidente ?

Olá, leitores!

Hoje, perguntaram-me se as palavras acidente e incidente são sinônimas e se elas poderiam ser utilizadas com o mesmo significado em uma frase.
Achei o questionamento muito interessante, e como essas palavras são parônimas, muita gente pode ter essa mesma dúvida.

Explicação:

Estas duas palavras existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. A palavra acidente se refere a um desastre e a palavra incidente se refere a um desentendimento ou a um acontecimento imprevisto. 

Acidente é um substantivo comum masculino. Esta palavra se refere a um desastre, a um acontecimento inesperado e desagradável, com consequências graves e lamentáveis. Também tem significado de: irregularidade no solo, irregularidade na distribuição da luz, sinais utilizados para alterar o som das notas musicais, entre outras.
 Por exemplo: Na semana passada eu tive um acidente no trabalho e parti o pulso. 

Incidente pode ser um substantivo comum masculino ou um adjetivo uniforme. É um episódio imprevisto que altera o desenrolar dos acontecimentos, mas sem consequências desastrosas. Também tem significado de: algo que incide, alguma coisa que tem caráter secundário, entre outras. Refere-se a um desentendimento, a um atrito.
 Por exemplo: Houve um pequeno incidente entre os professores daquele colégio, mas já se resolveu tudo. 
Disponível em: < http://www.dicio.com.br >. Acesso em: (28/04/2016).

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Verborragia e "logorreia"

Olá, leitores!

O título já é de causar estranheza não é mesmo?

De antemão esclareço que ambas as palavras (verborragia e logorreia) se referem à abundância de palavras desnecessárias.

E não podemos falar de abundância de palavras desnecessárias sem citarmos a redundância.

A redundância - algo como dizer palavra ou expressão desnecessária, por indicar ideia que já faz parte de outra passagem do texto.

Exemplos: "Elo de ligação"; "acabamento final"; "criar novas teorias".

O que se cria é necessariamente novo, o acabamento vem no fim mesmo, e não existe elo que não ligue.

Fonte: Livro "ao pé da letra". Neto, Pasquale Cipro
Fascículo 10, texto 38: "Totalização totalmente concluída".

 Você sabe a diferença entre Redundância e Pleonasmo? Confira nessa postagem

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Agradecemos À preferência (???)

Fim de tarde chegando, hora de ir na padaria comprar o pão. No regresso para casa observo que, dessa vez, a padaria providenciou um escrito de agradecimento no pacote do pão.
 A padaria fabrica um pão, consideravelmente, excelente, porém do escrito que acompanha a embalagem não posso dizer o mesmo.

Pacote do pão onde está escrito: Agradecemos à preferência
Essa forma de agradecimento está considerada errada, para tal agradecimento há três formas que a substituiriam:

  • Agradecemos a sua preferência. 
  • Agradecemo-lhes pela preferência.
  • Agradecemos pela sua preferência.
Embora a primeira forma seja a mais conhecida, a última também é usada.
até breve

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pleonasmo ou Redundância

Para começar vamos analisar algumas sentenças:

  • "Crianças desçam aqui em baixo"
  • "Ontem ela entrou para dentro de casa"
  • “Eu canto um canto matinal”
O pleonasmo e a redundância são figuras de linguagem que causam bastante confusão.

Conceituando: Tanto o pleonasmo quanto a redundância empregam palavras desnecessárias ao sentido de uma frase, sentença ou oração. Ou seja, uma repetição desnecessária.

O que distingue uma da outra 

O pleonasmo só pode ser assim classificado quando ocorrer uma repetição com a finalidade de se reforçar o que foi expresso ou dito na sentença, e isso só acontece na literatura, como poderá ser visto nas sentenças abaixo:



  • “Eu canto um canto matinal” (Guilherme de Almeida)
  • "e rir o meu riso" (Vinícius de Morais)
  • “Cada qual busca salvar-se a si próprio...” (Herculano) 

  •    Já a redundância ou o Pleonasmo Vicioso pode ser assim classificado toda forma de repetição que não estejam no âmbito literário, repetições essas inúteis ao contexto, como poderá ser visto nas sentenças abaixo:

      • "Crianças desçam aqui em baixo" 
      • "Ontem ela entrou para dentro de casa"
      • "elo de ligação"
      até Breve

      sexta-feira, 30 de agosto de 2013

      Mais do mesmo: Mostrar ou Amostrar

      Hoje quando estava dialogando com umas pessoas na escola disse a seguinte frase: A professora AMOSTROU como se faz. Logo após ter dito isso fui “corrigido” de forma irônica a respeito da forma  de como eu havia falado, para eles prevalecia a palavra MOSTROU.

      Apresentei a eles que tanto AMOSTROU ou MOSTROU podem ser usados sem que seja considerado um erro gramatical, trata-se de uma variedade linguística onde a que mais predomina é a palavra MOSTROU,  a variante AMOSTRAR  é menos usada, mas não é considerada como “errada”.


      É muito importante levarmos em conta que muitas palavras do português fogem do contexto de “certo ou errado” e fazem parte de um contexto “adequado ou inadequado” de uso em determinadas frases. 

       até Breve.