Hoje, venho falar do livro Órfão X de Gregg Hurwitz. (Editora
Planeta, 336 páginas – 1ª edição Junho de 2016)
O livro é cheio de
ação com cenas descritas detalhadamente o que daria uma excelente produção cinematográfica,
na verdade dará, visto que a Warner Bros já adquiriu os direitos para o cinema.
A história está
centrada em um programa do governo de criar super-heróis, mas não super-heróis
com mutações genéticas, esses super-heróis seriam 100% humanos, sentiriam
dores, sangrariam, quebrariam ossos. O que os tornariam heróis seriam suas
habilidades (adquiridas após muitos e intensos treinamentos) e tecnologias de
ponta. Os participantes desse programa não se conheciam, ou pelo menos não
poderiam se conhecer, e cada um recebia o nome de Órfão acrescido de uma letra.
Evan Smoak, o
personagem principal também chamado de Órfão X, tem uma relação forte com seu “pai”,
Jack, que o treinou da melhor forma possível. Toda essa relação será crucial no
desenvolvimento da trama, porém em determinado momento Órfão X deixa o programa
do governo e passa a fazer um trabalho mais secreto e “caridoso” usando o
codinome de Homem de Lugar Nenhum.
Durante seu
treinamento, Jack ensina alguns mandamentos que Evan deveria seguir para manter
o controle das suas missões. (Gregg Hurwitz omite três mandamentos no livro, o
2º, o 5º e o 8º mandamentos não são citados). São eles: 1º - Não presuma nada.
3º - Domine o ambiente à sua volta. 4º - Nunca leve para o lado pessoal. 6º -
Questione ordens. 7º - Tenha uma missão por vez. 9º - Jogue sempre no ataque. E
o 10º (e mais importante, segundo o autor) – Nunca deixe um inocente morrer.
Depois de algum
tempo trabalhando sozinho, algumas coisas saem de controle. Tudo indica que
nosso super-herói está sendo enganado, mas por quem? Quem teria a audácia de
armar contra Evan? Seriam outros Órfãos? Seriam um de seus inimigos ou ex-clientes?
Mas independente de quem seja, a pergunta mais importante é: Por que estão
entrando no caminho de Evan?
O desfecho da história é surpreendente e inimaginável
desde o começo do livro. Como já dito anteriormente os capítulos de ação são
ricos em detalhes o que ajuda muito na construção imagética das cenas em nossa
mente. Alguns capítulos são engraçados, outros mais sentimentais. A escrita e a
linguagem são muito simples e adequada para qualquer tipo de leitor. O livro
não apresenta um final concreto para a história e abre a possibilidade de uma
continuação. Foi o primeiro livro que li do Gregg Hurwitz e espero que as
outras obras já publicadas do autor sejam tão contagiantes quanto esta.
A
surpreendente estória de quem não podia mais abrir os olhos!
Olá, leitores!
Recentemente li o livro Caixa de Pássaros de Josh Malerman.
O que me levou a comprar esse livro foi a foto da capa e o titulo que, até
então, não tinha muito a ver com a escuridão da qual a capa já nos transmite.
Os seguintes dizeres: Não abra os olhos, que aparecem na capa do livro e
demasiadas vezes durante a estória foi outro fator que me incentivou a essa
leitura.
Malorie, protagonista dessa estória de terror e suspense, ao
longo da trama acaba tendo que cuidar de dois filhos sozinha, o que até então é
normal na vida real, porém nas condições em que somos expostos nessa trama fica
evidente que Malorie tinha um fardo enorme para carregar.
O livro é composto na forma de alternância entre presente e
passado. O desenvolvimento da estória é cativante e já te joga no suspense de
toda a trama desde o primeiro capítulo.
Escondida de criaturas, animais e até de pessoas, a
protagonista vive situações de extrema agonia que acaba contagiando o leitor.
Tentar desvendar o que essas criaturas são, o que elas querem e por que estão
ali é um desafio para os personagens do thriller e também para o leitor. Vendas
para os olhos, barco a remo, um rio misterioso, a necessidade de ir pegar água
num poço, neblina, vozes dos mais variados tipos, mortes, telefonemas e por
último, pessoas que se cegaram em função do desespero. Todos esses elementos
que ao decorrer da história vão te prendendo mais e mais.
A leitura é bem clara e flui de forma simples. As 272
páginas do livro devem, como disse Hugh Howey sobre Caixa de Pássaros, e podem
ser lidas de uma só vez facilmente. E como nada é perfeito, o desfecho do
thriller não me agradou muito, senti que o autor poderia ter colocado mais
informações sobre como as coisas ficaram no mundo após as reviravoltas da
estória, me pareceu um final muito corrido, algo meio improvisado. Esse, em
minha opinião, foi o único ponto negativo desse livro fantástico. Acredito que
Josh Malerman não tenha deixado, infelizmente, fatos suficientes para dar continuidade a esse thriller, mas isso só o tempo nos dirá.
“O homem é a criatura
que ele teme” – Caixa de Pássaros
Olá leitores! Feliz ano novo! Hoje, na primeira postagem de 2015, trago para vocês a resenha da Trilogia Divergente. Se você (1) dormiu, (2) foi para outro planeta ou (3) teve um colapso de memória durante esses dois últimos anos e não sabe do que se trata a série, vou começar explicando.
A Trilogia Divergente é uma história distópica futurística que se desenvolve em uma sociedade dividida em 5 facções ou grupos, ou como for melhor para sua compreensão. Esses grupos são:
1-Abnegação: Os membros dessa facção são altruístas. Para eles o "eu" não importa. A vida deles é baseada em ajudar o outro e nenhum tipo de vaidade tem espaço em suas rotinas.
2-Audácia: Nessa grupo temos pessoas destemidas, corajosas, aventureiras e um tanto quanto malucas, verdadeiros viciados em adrenalina. Eles vivem no limite da vida e morte. Se arriscando em prédios enormes, penhascos horripilantes e saltando de trens em movimento.
3-Franqueza: Quando se trata de verdade, isso não é um problema para os membros da franqueza. Eles baseiam suas ações na verdade e honestidade, sempre pregando que esses são os meios da humanidade viver em harmonia.
4-Amizade: Aqui temos verdadeiros "hippies" ahahah Okay...estou brincando, ou nem tanto. Nessa facção o contato com a natureza é muito próximo. Eles costumam ser alegres, felizes, engraçados e extrovertidos. Sempre cantando, rindo e brincando. Usam roupas frescas, largas e soltas. Claro que toda essa alegria não é lá tão natural (no segundo livro Tris descobre que colocam uma substância misteriosa na comida para deixá-los assim, provavelmente alguma droga).
5- Erudição: Fechando as categorias, temos a Erudição. Aqui as pessoas são mais rudes. Nela existem os "inteligentes", os viciados em conhecimento. Eles são os que chamamos de "nerds da sala", e não são os "nerds" legais. Estão sempre carregando livros e falando sobre coisas que só eles mesmos entendem.
Então vamos aos livros:
Divergente:
Nesse primeiro livro temos o contato inicial com a personagem Beatrice Prior, ou Tris. É ela quem vai narrar até uma parte do terceiro livro. Aqui conhecemos sua facção de origem (Abnegação), conhecemos sua família (pai, mãe e irmão) e sua rotina.
Tris nunca se adequou a Abnegação. Por sorte existe a Cerimônia de Escolha. Nessa evento os adolescente com 16 anos podem escolher, independentemente, o rumo de seu futuro, se vão continuar em sua facção ou se vão mudar.
Antes dessa Cerimônia existe o Teste de Aptidão, no qual se é feito uma simulação mental e então acha-se as facções que a pessoa tem uma tendência devido a sua personalidade.
No teste de Tris o resultado é diferenciado, pois são descobertas 3 facções: Audácia, Abnegação e Erudição. Esse resultado explica a Divergência, algo muito perigoso e que deve ser mantido em segredo pela pessoa que é Divergente.
Tris fica confusa e sem saber o que fazer, até que no dia da Cerimônia ela decide ir para a Audácia.
Nessa nova facção ela conhece Quatro (Tobias) que é seu treinador. A partir dai a história se desenrola até terminar com uma guerra civil.
Insurgente:
Este é o segundo livro da série. Aqui Tris cresce, se aproxima mais de Quatro, se afasta de seu irmão e luta para descobrir mais coisas de sua identidade. O que realmente significa ser divergente? Por que nossa sociedade foi dividida? Por que não podemos sair de nossa cidade? Essas são algumas das muitas perguntas que atormentam a cabeça da nossa protagonista.
Nessa nova sequência, Tris tem a oportunidade de fugir de sua atual facção e ir conhecer outras, principalmente a Amizade. Aqui algumas verdades são reveladas e algumas dúvidas sanadas. Pessoas continuam morrendo, amigos são feitos, hábitos são quebrados e outros novos são criados.
Aqui Tris se aprofunda na ideia de querer saber o que realmente tem do outro lado dos limites da cidade. E ela vai atrás disso. Ela, Quatro e seus amigos.
Convergente:
Finalmente, o último livro da série. Aqui tudo é revelado, sim. Não tem mais enrolação, apenas verdades, verdades e verdades. Nesse livro, a autora dá uma de membro da Franqueza e descarrega todas as verdades em nossa cara, levamos uma voadora dupla e caímos de cara no chão. Isso ai, de cara no chão.
O livro é divido em duas partes. A primeira parte temos Tris contando sobre suas descobertas, sentindo ciúmes de seu namorado, desconfiando de algumas pessoas, fazendo novos amigos e andando de avião pela primeira vez. Então algo muito triste acontece, nossa protagonista morre. SIM! Finalmente meus desejos foram atendidos e a protagonista/narradora/heroína da história morre! Morre! Morre! E morre! Fica mais mortinha que a Juliana, que afinal só está desmaiada.
Para completar e terminar a história Quatro entra com seu ponto de vista nas últimas páginas. Ele conta como é o mundo e sua vida sem Tris e então completamos a leitura com o aperto no coração e a lágrima escorrendo.
Em relação a leitura, digo que é muito envolvente e gostosa, não consegui parar de ler um segundo se quer desde que comecei o primeiro livro. Li os 3 de uma vez só. Me apaixonei por Tris, pelo seu mundo, pelo seu namorado bonitão e pela sua personalidade. Me identifiquei com ela, que mesmo tendo medo, tendo dúvidas e incertezas não desiste de lutar e de seguir os seus objetivos para se descobrir e para ser feliz. Veronica Roth quebrou o tabu de que a mocinha deve viver, matando sua mocinha. Esse é um dos grandes diferenciais dessa história.
Existe um livro extra, com histórias narradas por Quatro antes de conhecer Tris. O nome é "Quatro" ( muito original, claro) . Mas isso é assunto para uma outra resenha.
Até a próxima leitores e fiquem com a minha vídeo-resenha:
Todo mundo
já sabe que o autor
Itdo momento é o
divertido John Green. Decidi mergulhar nessa
onda literária e comprei todos os últimos seis livros
do autor. O último lido, por mim, foi “deixe a neve cair”. Com histórias
banhadas pelo bom humor, drama adolescente e muita, muita neve. John se junta com Maureen Johnson e Lauren Myracle para desenvolver os três contos contidos no
livro.